IA ADAM projeta Celina Leão como favorita no DF, mas Arruda e Grass ainda podem alterar o segundo turno

Simulação eleitoral da inteligência artificial da HIMNI.COM aponta 95% de probabilidade de Celina terminar o primeiro turno na liderança; situação jurídica de Arruda e crescimento de Leandro Grass são as principais variáveis da disputa
Por BRNEWS
Brasília, 19 de agosto de 2026
A governadora Celina Leão é hoje a candidata mais bem posicionada para vencer a eleição ao Governo do Distrito Federal em 2026. Essa é a conclusão do modelo político-probabilístico ADAM, desenvolvido pela HIMNI.COM, após o processamento das pesquisas eleitorais mais recentes, do histórico das eleições distritais, das rejeições, das alianças partidárias e dos possíveis cenários de segundo turno.
A análise utilizou uma simulação baseada no método de Monte Carlo, com 500 mil cenários eleitorais. O resultado central atribui a Celina aproximadamente 95% de probabilidade de terminar o primeiro turno na liderança.
Caso José Roberto Arruda permaneça juridicamente apto e dispute normalmente a eleição, ele aparece como o candidato mais provável para ocupar a segunda vaga. Leandro Grass, entretanto, registrou crescimento importante na pesquisa mais recente e passou a representar uma possibilidade real, embora ainda minoritária, de alterar a composição do segundo turno.
Na projeção central da ADAM, Celina Leão possui entre 87% e 91% de probabilidade de vencer a eleição, considerando o cenário atual e a permanência de Arruda na disputa.
Os números representam uma estimativa estatística construída a partir dos dados disponíveis em 19 de agosto. Não constituem pesquisa eleitoral nem antecipação oficial do resultado das urnas.
O que mostram as pesquisas
Três levantamentos recentes foram utilizados como base principal da modelagem.

A pesquisa RealTime Big Data, divulgada nesta quarta-feira, 19 de agosto, ouviu 1.600 eleitores e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-07849/2026. O levantamento apontou Celina na liderança e mostrou a governadora à frente em todos os confrontos de segundo turno. Confira a pesquisa RealTime Big Data.
O estudo do Instituto Opinião ouviu presencialmente 1.109 eleitores de 31 regiões administrativas. A pesquisa foi registrada sob o número DF-04077/2026 e também mostrou Celina na primeira posição. Veja os números do Instituto Opinião.
Já a Paraná Pesquisas entrevistou 1.500 pessoas e registrou o levantamento sob o número DF-01326/2026. Além das intenções de voto, a pesquisa mediu aprovação de 58,3% para a administração de Celina. Leia o levantamento da Paraná Pesquisas.
ADAM atribui peso maior aos dados mais recentes
Para evitar que uma única pesquisa determinasse o resultado, a ADAM produziu uma média ponderada dos levantamentos.
A pesquisa mais recente recebeu peso maior, enquanto as diferenças metodológicas entre entrevistas presenciais, telefônicas e digitais foram incorporadas como fatores de incerteza.
A média ponderada utilizada pelo modelo ficou assim:

A transformação em votos válidos é somente uma referência matemática. O modelo não pressupõe que todos os indecisos migrarão proporcionalmente para os candidatos.

Como funciona a simulação de Monte Carlo
O método de Monte Carlo não escolhe arbitrariamente um vencedor. Ele repete a eleição milhares de vezes, modificando as variáveis dentro de faixas estatisticamente possíveis.
A simulação da ADAM realizou 500 mil iterações e incorporou:
- margens amostrais;
- divergências entre institutos;
- oscilações de campanha;
- distribuição dos indecisos;
- rejeição dos candidatos;
- transferência de votos;
- vantagem institucional;
- tamanho das coligações;
- acontecimentos positivos e negativos;
- situação jurídica das candidaturas;
- comportamento provável do eleitorado no segundo turno.
A diferença entre os 9,8% atribuídos a Grass pelo Instituto Opinião e os 18% registrados pela RealTime, por exemplo, não foi ignorada. Essa divergência aumentou a faixa de incerteza do candidato no modelo.
Probabilidades para o primeiro turno

O modelo indica que a maior probabilidade é de um segundo turno entre Celina e Arruda. O crescimento de Grass, contudo, precisa ser acompanhado nas próximas pesquisas.
Se ele confirmar índices próximos a 18% ou superar a faixa de 20%, a probabilidade de alcançar o segundo turno poderá aumentar rapidamente.
Celina reúne governo, aprovação e a maior aliança
Celina Leão ocupa uma posição privilegiada porque combina três ativos importantes: comando do Governo do Distrito Federal, aprovação administrativa majoritariamente positiva e uma ampla coligação partidária.
Sua aliança reúne PP, Republicanos, MDB, Podemos, PL, União Brasil e outras legendas. A estrutura oferece capilaridade nas regiões administrativas, tempo de propaganda, candidaturas proporcionais e apoio de importantes lideranças conservadoras.
A presença da governadora no lançamento da candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado também reforçou sua aproximação com o eleitorado bolsonarista, evangélico e conservador do DF.
O Distrito Federal possui cerca de 2,25 milhões de eleitores aptos e recebeu dez pedidos de registro de candidaturas ao governo. Veja os candidatos e as coligações.
Mas o favoritismo não significa ausência de riscos.
O principal ponto de vulnerabilidade de Celina é a crise envolvendo o BRB e o Banco Master. Embora a governadora procure se distanciar politicamente da condução anterior, ela foi vice-governadora de Ibaneis Rocha e integrou o mesmo ciclo administrativo.
O impacto eleitoral dependerá da capacidade dos adversários de transformar um assunto financeiro complexo em uma questão compreensível para o cidadão: risco para o patrimônio público, endividamento, necessidade de socorro ao banco e eventual responsabilidade política.
Até o momento, o caso não foi suficiente para retirar Celina da liderança.
Arruda mantém força popular, mas enfrenta rejeição e insegurança jurídica
José Roberto Arruda continua competitivo porque conserva eleitorado pessoal, lembrança de obras e imagem de gestor em diferentes regiões administrativas.
Sua votação demonstra que existe uma parcela relevante do eleitorado disposta a apoiar seu retorno ao Palácio do Buriti. Entretanto, ele enfrenta uma combinação de dificuldades.
A primeira é a rejeição. A Paraná Pesquisas apontou que 27,9% dos entrevistados não votariam em Arruda de maneira alguma. Celina apareceu logo depois, com 26,3%.
A segunda dificuldade é política. Grande parte das estruturas conservadoras e bolsonaristas está atualmente integrada à coligação de Celina. Isso reduz o espaço disponível para Arruda dentro do campo ideológico em que ele poderia encontrar sua maior expansão.
A terceira variável é jurídica.
Foi protocolado no TRE-DF pedido de indeferimento de sua candidatura, fundamentado na alegação de que condenações por improbidade ainda produziriam efeitos de inelegibilidade em 2026. A impugnação não significa que o registro será rejeitado, mas cria uma incerteza relevante para a campanha. Entenda a impugnação apresentada contra Arruda.
O próprio TRE-DF esclareceu que a apresentação de um pedido de registro não significa aprovação automática. Os requisitos e as condições de elegibilidade ainda precisam ser examinados pela Justiça Eleitoral. Confira as informações oficiais do TRE-DF.
Leandro Grass é quem mais pode alterar a disputa
Leandro Grass foi o segundo colocado na eleição de 2022, quando recebeu 26,25% dos votos válidos. Ibaneis Rocha venceu naquele ano no primeiro turno, com 50,30%. Consulte o resultado oficial de 2022.
Em 2026, Grass apareceu inicialmente na faixa de 10% a 12%, mas alcançou 18% na pesquisa RealTime Big Data.
O crescimento pode representar:
- consolidação do eleitorado de esquerda;
- maior conhecimento da candidatura;
- influência da disputa presidencial;
- migração de eleitores de Ricardo Cappelli;
- redução da vantagem de Arruda;
- formação de voto útil contra Celina.
Ainda não existe uma sequência suficiente de pesquisas para concluir que essa expansão seja permanente. Parte da diferença também pode decorrer da metodologia utilizada por cada instituto.
Grass possui rejeição inferior à de Celina e Arruda, mas precisa transformar esse potencial em intenção efetiva de voto. Para chegar ao segundo turno, provavelmente terá de alcançar pelo menos 23% a 25%, ao mesmo tempo em que Arruda recue para perto ou abaixo de 20%.
Ricardo Cappelli e Paula Belmonte podem decidir o segundo turno
Ricardo Cappelli e Paula Belmonte ainda não apresentam, nos dados disponíveis, uma trajetória estatística capaz de colocá-los entre os dois primeiros.
Isso não significa que sejam irrelevantes.
Cappelli disputa parte do eleitorado de centro-esquerda e pode dificultar a expansão de Grass. Paula procura ocupar um espaço de centro e de direita que não se identifica integralmente com Celina ou Arruda.
Na atual configuração, os dois são mais importantes como candidatos de transferência. Seus eleitores poderão ser decisivos em um eventual segundo turno apertado entre Celina e Arruda.
Celina venceria os principais confrontos de segundo turno
Celina Leão contra Arruda

A diferença entre os institutos revela uma disputa cuja intensidade ainda não está completamente definida. A Opinião encontrou um confronto apertado, enquanto a RealTime registrou vantagem mais confortável para Celina.
Na simulação ADAM:

Esse é o confronto mais competitivo entre os cenários atualmente testados.
Celina Leão contra Leandro Grass

Na simulação ADAM:

Grass provavelmente concentraria o eleitorado de esquerda, mas Celina teria condições de reunir centro, direita e parte expressiva dos eleitores de Arruda.
Arruda contra Leandro Grass

Na projeção ADAM:


O que acontece se Arruda não puder disputar
A ausência de Arruda alteraria profundamente a eleição.

Ao se excluírem brancos, nulos e indecisos, Celina aparece atualmente acima de 50% dos votos válidos. Isso cria uma probabilidade elevada de vitória ainda no primeiro turno.

A melhor estratégia de cada candidatura
Celina Leão
A estratégia tecnicamente mais eficiente para Celina é apresentar a eleição como uma escolha entre estabilidade administrativa e retorno a ciclos políticos anteriores.
Ela precisa manter a aliança conservadora, demonstrar independência em relação a Ibaneis e oferecer respostas claras sobre o BRB. Um erro seria atacar Arruda de forma excessivamente pessoal e permitir que ele assuma a posição de vítima.
Politicamente, Arruda no segundo turno pode ser mais conveniente para Celina do que Grass, porque divide o eleitorado de direita e possui rejeição elevada.
José Roberto Arruda
Arruda precisa obter segurança jurídica, impedir o crescimento de Grass e reduzir sua rejeição.
Seu melhor discurso é o de gestor experiente e executor de obras. Entretanto, para vencer, precisará criticar a administração atual sem se afastar do eleitorado conservador e bolsonarista que hoje está próximo de Celina.
Leandro Grass
Grass precisa concentrar sua campanha em ultrapassar Arruda.
Isso exige consolidar o voto de esquerda, promover voto útil sobre Cappelli, explorar a crise do BRB e apresentar-se como alternativa entre dois candidatos com rejeições próximas de 30%.
Atacar Celina e Arruda ao mesmo tempo pode dispersar sua mensagem. Sua oportunidade está em convencer o eleitorado de oposição de que é o único nome capaz de representar mudança no segundo turno.
A conclusão da ADAM
A análise aponta Celina Leão como favorita técnica para vencer a eleição ao Governo do Distrito Federal.
O segundo turno mais provável é entre Celina e Arruda. O ex-governador permanece competitivo, mas enfrenta rejeição, isolamento dentro de parte da direita e incerteza jurídica.
Leandro Grass é o candidato com maior possibilidade de alterar o cenário. Para isso, precisará confirmar nas próximas pesquisas o crescimento registrado pela RealTime Big Data.
A eleição ainda não está encerrada. A crise do BRB, o julgamento do registro de Arruda e a evolução de Grass poderão alterar as probabilidades.
Entretanto, considerando os dados disponíveis em 19 de agosto de 2026, nenhum adversário reúne simultaneamente intenção de voto, estrutura partidária, capacidade de transferência e vantagem institucional suficientes para superar Celina.
Prognóstico político-probabilístico
Favorita: Celina Leão.
Segundo colocado mais provável: José Roberto Arruda, caso permaneça juridicamente apto.
Candidato com maior potencial de crescimento: Leandro Grass.
Segundo turno mais provável: Celina Leão contra Arruda.
Confronto mais competitivo: Celina Leão contra Arruda.
Provável vencedora: Celina Leão, com probabilidade central próxima de 89%.
Nota metodológica: Este conteúdo apresenta uma análise político-probabilística produzida pela ADAM, inteligência artificial da HIMNI.COM, a partir de pesquisas eleitorais registradas, dados históricos e simulações estatísticas. Não se trata de pesquisa eleitoral realizada pelo BRNEWS ou pela HIMNI.COM. As probabilidades podem ser modificadas por novas pesquisas, decisões judiciais, alianças, fatos políticos e acontecimentos de campanha.
